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Loja virtual

Uma casa que aprendeu a arrumar catálogo apanhando de um.

Na loja de rua ninguém procura a prateleira sozinho. Na loja virtual, procurar é quase tudo o que o cliente pode fazer.

Cartões de categoria dispostos em ordem sobre a bancada

A primeira loja que cuidamos vendia material de festa e tinha cinco níveis de categoria. Para chegar a um pacote de velas, o cliente clicava sete vezes — e a dona jurava que o problema era a foto da capa.

Refizemos a árvore num fim de semana, de cinco níveis para dois, e o atendimento começou a receber outra pergunta: em vez de «onde acho», passou a chegar «vocês entregam no sábado».

Daí veio a teimosia com nome. Ninguém digita «linha premium» nem «coleção inverno». As pessoas digitam o objeto, a medida e a cor, e a categoria precisa responder a isso.

A parte das fichas entrou depois, quando percebemos que metade das mensagens de atendimento era sobre medida. Escrever a altura em centímetros resolveu mais que qualquer descrição bonita.

Palavra do cliente

Categoria se chama pelo que a pessoa digita, não pelo catálogo.

Filtro sem tela vazia

Combinação que zera resultado sai ou ganha sugestão.

Medida em número

Altura em centímetros vale mais que adjetivo.

Menos telas

Entre a lista e o carrinho cabem duas, e a gente conta.

Por onde começamos

Catálogo desarrumado não perde venda no carrinho: perde antes, na busca

A maior parte dos pedidos que não acontecem morre em três telas: a lista de categorias, o resultado vazio de um filtro e a ficha que não diz o tamanho. É nessas três que a arrumação começa.

Ver as frentes
01

Nome que o cliente digita

Catálogo de fornecedor chama de «linha premium»; o cliente escreve «panela de pressão 4,5 litros». A categoria fica com o nome de quem compra.

02

Filtro que sobra resultado

Filtro combinado que devolve tela vazia é pior que filtro nenhum. Cada combinação possível é testada e as que zeram saem ou ganham sugestão.

03

Medida escrita na ficha

Altura, largura, peso e o que vem dentro da caixa. Sem isso a dúvida vira mensagem no atendimento, e a maioria não manda mensagem: fecha a aba.

04

Foto com referência

Uma foto do produto ao lado de algo conhecido resolve mais dúvida de tamanho que três parágrafos de descrição.

05

Estoque à vista

Dizer «últimas duas unidades» é diferente de esconder a falta até o cliente chegar ao pagamento e desistir de vez.

06

Caminho curto

Da lista ao carrinho o cliente não deveria passar por mais de duas telas. Contamos os cliques de verdade, num celular comum.

Balanços

O que mudou dentro do catálogo

Recolhidos ao fim das últimas arrumações, publicados com autorização.

Minha categoria se chamava «linha gourmet». Ninguém digita isso. Virou «panelas e frigideiras» e o problema acabou.
Ivanilde S. · dona de uma loja de utensílios
Descobrimos que quarenta e uma combinações de filtro davam tela vazia. Quarenta e uma.
Gerson Q. · sócio de uma loja de ferragens
Passamos a escrever a medida da peça na ficha. As mensagens perguntando tamanho caíram e o atendimento sobrou para outra coisa.
Marlei do A. · gerente de e-commerce de moda
O código interno estava dentro do título do produto. Ninguém procura por código, e o título ficava ilegível.
Hamilton P. · dono de uma distribuidora de peças

Mande o endereço da loja e o produto que mais sai

Refazemos o caminho de um cliente até ele e devolvemos a contagem de telas, de cliques e o que faltou na ficha.

+55 21 92880-4534